Copos na Manga

Eu entrei em contato com conflitos antigos. Fiz um drink novo, misturei dois sabores genuinamente diferentes, e o resultado foi um gosto extremamente comum. Com todo pessimismo do mundo eu posso afirmar que o copo está meio cheio. É difícil engolir toda essa situação, distinguir os sabores, digerir as consequências. As lembranças se dissolvem como cubos de gelo. Me resta morrer de sede num copo d'água.


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O álcool não me transforma em alguém que eu não sou. Ele não me proporciona momentos dos quais eu não decidi estar. Ele não me dá escolhas das quais eu não tomaria. O álcool, as vezes, me dá liberdade de ser mais espontâneo, me dá liberdade de falar o que as pessoas nem sempre querem ouvir, e o que eu nem sempre quero falar. Mas o ponto é, eu não preciso do álcool pra ser sincero. Eu não preciso do álcool pra me dar liberdade. Eu preciso mesmo é de coragem e falta de vergonha na cara. Vergonha, constrangimento, barreiras sociais. Alguns criam amigos imaginários, outros se auto-mutilam, os mais normais de drogam. A droga só inibe seu medo, te deixa pensar nas melhores possibilidades. Eu não estou, de forma alguma, vangloriando ou incitando as  pessoas ao uso de drogas para fugir dos problemas, só estou expondo o que de fato acontece. Quem vai pra balada e bebe, simplesmente quer esquecer o mundo lá fora, deixar que lugares onde a música não pode alcançar sejam excluídos daquele mundo.

No fim, todo esse bla bla bla só quer dizer uma única coisa: você deve sempre se responsabilizar pelos atos que comete, seja eles sóbrio ou não. O escambal que a droga te fez fazer algo que não quis. O escambal que você não lembra da sua noite passada, e que um vácuo paira sobre sua própria vida. Assine o termo de responsabilidade ao ingerir qualquer tipo de droga, substância ou pessoa. Você, e somente você, tem o poder de não fazer algo. Ou fazer.

Eu não estou em minhas melhores condições, mas consigo redigir um texto sem MUITOS erros de grafia, e no mínimo coeso. Todo dia é nostalgia das besteiras que fizemos ontem.
Esse post deveria começar com "Querido blog...", é muito mais um desabado, do que um post normal. E pela primeira vez eu estou usando o blog como... um blog.
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Um abraço enorme a todos.